FamíliaAsparagaceae |
Nome Comumgilbardeira, erva-dos-vasculhos, azevinho-menor |
OrigemEuropa Central. |
Tipo de Origemautóctone |
AutorL. |
DescriçãoA gilbardeira é uma planta de porte arbustivo de folhagem persistente que pode atingir 1.5 m de altura. Este arbusto caracteriza-se pelos seus numerosos caules rígidos aéreos, muito ramificados, de cor verde-escuro, circulares, maciços e finamente sulcados. As folhas são alternas, sésseis, uninervadas, geralmente muito pequenas e estão reduzidas a pequenas escamas, passando quase despercebidas e com forma lanceolada. Nas axilas das folhas desenvolvem-se cladódios – ramos espalmados, que se assemelham a folhas e que podem ser confundidas com estas – com formato ovado-aguçado, coriáceo ou subcoriáceo, com pontas espinhosas. A gilbardeira possui flores unissexuais (ora flores masculinas, ora femininas), que são pequenas e solitárias, surgindo sobre os cladódios, de cor branca ou esverdeada. O fruto é uma baga vermelha, globosa, que contrasta com o verde-escuro dominante da planta, e que possui entre uma a quatro sementes. As sementes são acastanhadas, lisas e subglobosas. |
Tipo de Reproduçãodióica |
Forma de Vidaarbusto |
Ínicio de Floraçãofevereiro |
Fim de Floraçãomaio |
Perenidadeperenifólia |
Inflorescênciasolitária |
Tipo de Folhasimples |
Inserção de Folhaalterna |
Margem da Folhainteira |
Limbo da Folhalanceolado |
Tipo de Frutobaga |
Consistência do Frutocarnudo |
Maturação do Frutosetembro |
HabitatOcorre preferencialmente em locais frescos e sombrios, a baixa altitude. Surge com frequência em bosques de sobreiros, azinheiras e carvalho-alvarinho, podendo também ocorrer em matagais sobre zonas dunares estabilizadas ou fendas de afloramentos rochosos. |
ObservaçõesA gilbardeira apresenta diversas utilidades, tais como alimentação, propriedades medicinais, construção, entre outros. Pensa-se que, no passado, algumas comunidades, entre elas as gregas e romanas, consumiam os rebentos jovens de gilbardeira cozidos, que se diferenciavam pelo seu sabor amargo. As sementes desta planta, quando torradas, eram também frequentemente utilizadas como uma alternativa ao café. A raiz da gilbardeira era utilizada devido às suas propriedades medicinais, destacando-se a sua ação depurativa, sudorífera e diurética. Ao nível da matéria-prima, a asperidão das falsas folhas da gilbardeira confere-lhe características abrasivas, sendo utilizada no fabrico de vassouras e esfregões há centenas de anos, com a finalidade de fazer limpeza de fornos, chaminés e tetos. A inspiração de alguns dos seus nomes vulgares surge desta prática centenária, como por exemplo, “erva-dos-vasculhos”. Outra curiosidade interessante deve-se à sua semelhança com o azevinho, o que fez com que a gilbardeira começasse a ser utilizada como elemento decorativo natalício. No entanto, a exploração humana intensiva condicionou o número de exemplares desta espécie, provocando uma diminuição considerável na natureza, uma vez que a colheita se tornou excessiva. Por esta razão, e no sentido de erradicar esta prática e permitir a sua conservação na natureza, atualmente, o seu corte encontra-se condicionado e regulamentado pela legislação nacional (Diretiva Habitats). |
AplicaçõesDevido ao carácter rígido dos caules da gilbardeira, esta planta arbustiva possui valor ornamental, sendo amplamente utilizada para finalidades paisagistas, como por exemplo, na construção de sebes e para promover a cobertura dos solos. |